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Bardallos comemora 6 anos e a festa é nossa! Hoje na Pinacoteca do Estado, 20h

O Bardallos celebra 6 anos de Comida & Arte


Para comemorar os 06 anos do Bardallos Comida e Arte o produtor Lula Belmont preparou para este sábado, dia 21 uma festa com shows de MC Priguissa, DuSouto, Gotamas, a abertura da festa ficará a cargo da cantora Sacha Lídice.

Uma estrutura de tendas, banheiros, bar, mesas e cadeiras será montada no Jardim da Pinacoteca cenário escolhido para acolher a comemoração do Bardallos.

O Bardallos Comida e Arte, é um mix de espaço cultural com galeria de arte, ambiente para shows e performances. È o preferido dos boêmios, artistas e demais profissionais que freqüentam o centro da cidade.
dusouto
Serviço:
Aniversário de 06 anos do Bardallos Comida e Arte, sábado, 21 de maio, 20h nos Jardins da Pinacoteca do Estado, Praça 7 de Setembro - Cidade Alta, Natal/RN

Info: 3211–8589 / 9409–4440 com Lula Belmont

Mais sobre...
Bardallos: Arte e comida deliciosamente embalados com música

por Michelle Ferret

Um bar diferente com paredes coloridas, decoração cuidadosa, poesias pelas paredes e tendo como prato principal o apoio à cultura. Assim funciona há 4 anos o Bardallos Comida e Arte.

Criado pelo produtor cultural Lula Belmont, o Bardallos é um dos pontos de encontro predileto entre artistas e jornalistas da cidade. Com cardápio variado, criativo e com um preço acessível que varia entre R$ 4 e R$ 10 reais, o lugar oferece bife trinchado (servido com pão), arrumadinho, pimentão recheado com carne de sol ou frango, omelete e uma tábua de frios com queijo, presunto, ovo de codorna acrescido de molho rose, para fazer companhia a um bom vinho ou àquela cervejinha gelada inseridas no cardápio da casa.

No cardápio de bebidas, além da cerveja, a famosa meladinha, caipirinha e bebidas quentes, o Bardallos oferece ainda cachaças variadas de diferentes partes do Brasil.

Uma das curiosidades do lugar é o chamado sino da despedida, quando o proprietário aciona para que as pessoas saibam que é hora de ir embora. Geralmente o sino toca às 00h de sábado, tendo ainda 1h de tolerância para os fregueses. “O sino é sempre recebido com vaia geral. E já é esperado por todos”, comentou Lula.

Outro diferencial da casa é o apoio à cultura. No toca discos sempre um artista com trabalho autoral e o acesso aos discos de todos os artistas locais. Nas paredes, exposições de artes plásticas acontecem todos os meses como acontecerá na primeira semana de maio com a exposição de Fernando Galvão.

O Bardallos funciona das 16h às 00h de terça a sexta. Sábado das 11h às 00h e no domingo das 11h às 16h.

FACES da RUA - Documentário potiguar na WEB! DIVULGUE-SE!!!


(http://vimeo.com/8868716)

Documentário, 16',17"

Produção/Imagens > Paulo Lima (Borracha)
Direção/Edição > Luiz Peres (Bolo)
Locução > Edilson (Pessoa)
Captura/Imagens > Beto (Beatnik)
Edição/Áudio > Rivadávio (Nepo)

ICAP ~ Natal/RN Brasil, 2003
institutoculturalpotiguar@gmail.com
icapcultura.blogspot.com


"Filmado em uma
câmera toda lascada...
Editado em um precário
PC sem memória...
Haja persistência e
muuuuiiitta paciência..."


Resenha:


O plano geral está enquadrado. A equipe de produção porta uma câmara de vídeo amadora e pretende registrar a movimentação de um dos pontos mais antigos da boemia natalense, o Beco da Lama, na Cidade Alta. Gardênia, pseudônimo homossexual de um freqüentador do local, entra em foco. Visivelmente embriagado, aproxima-se cada vez mais da lente, reduzindo o pretenso plano geral a um detalhe de sua boca, seus olhos, quase esfregando a face na câmara. "Qual é o babado?", pergunta Gardênia. Segue-se uma verborragia quase incompreensível.

Foi assim que começou o projeto "Faces da rua", vídeo ganhador de melhor documentário da mostra potiguar do Festival de Cinema e Vídeo de Natal (FestNatal) e também escolhido pelo júri popular do Curta Natal Mada como a melhor realização local da mostra, ambos realizados em 2003 na Casa da Ribeira. Gardênia não havia sido convidada para dar qualquer depoimento, entrou ao acaso na produção e acabou traçando parte do conceito estético que os realizadores procuravam. Os enquadramentos fechados acabaram sendo rotina nas entrevistas, o que resultou em uma unidade frente ao mosaico de depoimentos que o vídeo apresenta.

"Faces da rua" foi a primeira produção de seus realizadores, Luís Peres ("Bolo") e Paulo Lima ("Borracha"). Eles explicaram que no início não existia muito planejamento, "era uma idéia na cabeça e uma câmara na mão", parafraseando o conceito maior do Cinema Novo de Glauber Rocha. "Compramos a câmara porque queríamos fazer um vídeo. Mas não tínhamos ainda a idéia", lembra Luís Peres.

A escolha para os entrevistados de "Faces da rua" não seguiu um critério muito rígido. "Escolhemos pessoas alegres. Queríamos figuras tarimbadas e que tivessem algo para dizer". Alguns dos escolhidos são folclóricos em Natal, como os músicos de rua André da Rabeca (Zé do Violino) e "seu" Vicente, que toca sanfona. Há até um bêbado que recita um poema de Baudelaire: "... embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher". Nada mais adequado. Embora a cena pareça espontânea, Paulo Lima confessa que pediram para ele recitar os versos.

A edição do vídeo foi, no mínimo, curiosa. Depois de gravarem todas as imagens, algo em torno de 30 horas de material bruto - dividido em 15 fitas - partiram para a trabalhosa etapa da edição de imagens. A edição foi feita em um laptop, consumindo três dias ininterruptos de trabalho e muita paciência. "A gente se revezava para dormir", garante "Bolo". Ele assina a direção e edição do curta-metragem.

A edição de "Faces da rua" também ficou a cargo de Luís Peres. "Na edição é que demos a linguagem do curta. Ele ficou com uma cara de vídeo-clipe", comenta. "Bolo" ainda afirma que nunca havia trabalhado com qualquer programa de edição de imagens. "Foi feito na base de tentativa e erro. Deu uma trabalheira danada, mas foi muito divertido".

Para complicar ainda mais o trabalho, "Faces da rua" abusa de pequenos efeitos especiais, como o surgimento na tela de várias imagens simultâneas, divididas em quadros distintos. Essas seqüências aparecem geralmente para separar os depoimentos e introduzir no curta os momentos mais reflexivos, já que todo o vídeo é permeado por um tom cômico. Para cada cinco segundos desses efeitos, eram necessários 30 minutos para que o computador processasse os dados. Caso fosse constatado erro, todo o processo tinha que ser refeito.

Com as "sobras" de material, Luís Peres e Paulo Lima pretendem fazer outros projetos. O próximo deverá se chamar "Papos do Álcool" e será dirigido pelo sócio "Borracha". Os dois realizadores ganham a vida com programação de computadores e desenvolvimento de softwares.

Por Aristeu Araújo (repórter)
Resenha/Matéria publicada na Revista PREÁ/FJA (Setembro, 2003)